Por que as novas tecnologias esbarram numa delimitação do que será criado ou descoberto?
As duas teorias que explicam os fenômenos tecnocientíficos foram baseadas em estudos realizados pelo teórico português Hermínio Martins, que, utilizando-se de mitos da cultura ocidental, caracterizou as bases filosóficas da tecnociência em tradição prometeica e tradição fáustica.
Existe por trás de toda criação humanística, uma tendência de certas correntes, tais como a vertente filosófica prometeica, que tenta retroceder o que é criado de mais moderno pelo homem de maneira que sua cria possa ir contra pensamentos e doutrinas sagradas. O conservadorismo histórico dessas entidades muitos vezes se posiciona contrário à esses tipos de novas tecnologias por achar que isso representará uma ameaça futura, visto que, acaba indo de encontro com essas leis.
Por outro lado, as novas tecnologias são extremamente essenciais para a evolução do ser humano, por conseguir de forma rápida e eficiente, resolver problemas antes difíceis de encontrar solução ou simplesmente facilitar ainda mais o que já era simples. Essas corridas tecnológicas evoluíram com o passar do tempo por causa das disputas mercadológicas capitalistas, e de fato, não encontraram resistência nas suas investidas. O resultado disso é a constante descoberta de novidades que cada vez mais impressionam os homens e revoltam os setores conservadores.
Essa tentativa de controlar o que há de mais novo na sociedade, em termos tecnológicos, acaba esbarrando em outra vertente filosófica muito mais aceita e posta em prática. A chamada teoria faustica rebate o conservadorismo tecnológico porque discorda totalmente da limitação humana, ou seja, quanto mais o ser humano for capaz de resolver seus problemas, mas a evolução tecnológica se faz necessária, e com o tempo toda sociedade acaba aceitando, por achar infeliz a idéia de estagnação social.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
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